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3 filmes de moda para assistir na Netflix

3 filmes de moda para assistir na Netflix

Separamos três filmes de moda da Netflix que merecem ser assistidos. Para você parar de vez de subir e descer o catálogo:

Supermodel (2016)
Nada de exuberância, luxo, glamour e grifes para lá e para cá. O foco de Supermodel é o racismo na indústria da moda, a homofobia nas periferias, a violência contra a mulher e o vício nas drogas. Chloe (Sessilee Lopez) é protagonista da história que começa uma inesperada carreira de modelo e vai crescendo cada vez mais com a ajuda de uma agência que deu o pontapé à carreira de grandes nomes da moda.

Negra, moradora do Brooklyn, jovem e atraente, o filme vai amadurecendo a personagem em cada cena, que começa como uma menina inocente, que quer ceder aos pedidos de sexo do namorado mesmo não se sentindo preparada e termina com uma mulher solteira, supermodelo e um dos principais nomes da luta contra o racismo na moda após ir a um editorial e se deparar com o aviso “sem garotas negras, por favor”.

Chole começa a fazer barulho no filme a partir deste acontecimento, e é claro que isso incomoda algumas grifes, estilistas, agências e outras modelos. O caso de homofobia fica na história de Shucky, seu melhor amigo que trabalha como designer de moda. A história de violência contra a mulher pertence a Dora (Toccara Jones) melhor amiga de Chole. Por fim, o vício nas drogas é abordado em duas personagens, a mãe de Chole (Cassandra Freeman) que também foi modelo e Stella (Ashley Brooke) a primeira amiga modelo que ela faz assim que entra no ramo.


Fábrica de Sonhos (2005)
“Sempre achei que em termos de amor, resistência e cuidado com os detalhes o casamento se parece muito com um par de sapatos.” Essa é uma das frases que abre o filme Fábrica de Sonhos de 2005. Se Supermodel não tinha exuberância, esse filme tem por ele. A história começa logo depois que Charlie Price (Joel Edgerton) perde seu pai, dono de uma fábrica que produzia apenas sapatos do modelo Oxford.

Charlie nunca se importou muito com seus sapatos e tampouco com a fábrica de seu pai. Mas quando ele falece não vê outra escolha a não ser assumir os negócios que existiam desde 1985. Com a empresa em suas mãos, ele descobre que a organização está indo à falência. Como novo diretor, o primeiro passo é demitir alguns funcionários que estavam lá por anos – e com isso ganhar o ódio dos que restaram.

Em meio a esse cenário caótico, Charlie começa a pensar em novas maneiras de salvar a empresa. Ele entende que produzir sapatos mais modernos que os Oxfords é o primeiro passo, mas só consegue decidir quais modelos após conhecer a drag queen Lola (Chiwetel Ejiofor) e notar a falta de sapatos de saltos que suportassem o peso de um homem. É aí que a mudança na fábrica começa e sapatos exagerados, extravagantes e com saltos de aço passam a ser produzidos. Já diria a sinopse da Netflix: “Sua sapataria está perdendo a alma. O que ele precisa é de uma drag queen de salto 15 para ficar em pé novamente.”

Manolo: The Boy Who Made Shoes For Lizards (2017)
O documentário que conta a trajetória de Manolo Blahnik não deixa escapar um detalhe sequer durante à uma hora e meia de produção. Em ordem cronológica, a história é contada desde sua infância, sua primeira apresentação de sapatos para Diana Vreeland – editora-chefe da Vogue e Haper’s Bazaar -, os primeiros sapatos que fez que eram extremamente lindos e desconfortáveis ao mesmo nível até a explosão de seus sapatos, após a princesa Diana ter aparecido com eles e depois ele ter sido tão citado em Sex and the City quanto a própria Carrie Bradshaw.

John Galiano, Rihanna, André Leon Talley, Naomi Campbell e Anna Wintour são alguns nomes que dão depoimentos sobre quem é Manolo e como ele trabalha. Anna chega até a confessar que em alguns sábados gostava de ir a loja de Manolo pela manhã só para ver os sapatos, porque eles eram encantadores, calorosos e adoráveis. Outras frases de efeito que mostram a importância do designer são ditas ao longo do documentário, como “Manolo é o homem que tem as mulheres aos seus pés” ou “Prometi a mim mesma que só usaria Manolos ao longo de minha vida”.

Em cenas em que os sapatos estão entre flores de um belo jardim, no mar entre conchas e cercados de macarons em uma mesa de jantar o documentário ganha um toque quase poético. É possível ver toda delicadeza nas mãos de Blahnik enquanto ele faz seus desenhos em frente às câmeras com um pincel e conta a história de sapatos que fizeram história como os modelos Agatha, Bianca e Lola Flores.

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Bônus: há dois anos já havia falado sobre The September Issue aqui no VP.
Antes o filme não estava disponível na Netflix, mas já que agora está, que tal dar uma lida na crítica disponível neste link?!

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