Close
Olha que conta mais linda, mais cheia de seguidores

Olha que conta mais linda, mais cheia de seguidores

Foi em 2017 que a Guid publicou seu primeiro vídeo no Youtube. Neste tempo ela tinha o costume de fazer suas publicações e passar pelo menos três dias sem olhar para elas na internet. Conforme foi aprimorando suas técnicas de edição e ganhando confiança com as câmeras, ela conquistou a nomenclatura de digital influencer, graças a seus 20 mil inscritos no canal ‘Não Repete’, com cerca de 29 mil visualizações por vídeo.

Cadê a publicitária que tava aqui?
Antes que você se pergunte de onde ela veio, como vivia, o que fazia e como se alimentava, a gente responde! Antes de ser Guid, a curitibana era Hingrid Meinelecki. Formada em publicidade, ela trabalhou por 10 anos com comunicação digital em agências. Até o dia que decidiu lançar o desafio de ficar 30 dias sem repetir nenhuma peça de roupa e o compartilhou na internet.

Brincar com a moda a fez querer explorar um pouquinho mais desse mundo, o que a levou ao curso de Consultoria de Estilo. “Foi então que eu encontrei algo que era mais legal do que eu estava fazendo [trabalhar como designer] e não conseguia mais fazer o que eu fazia. Eu saí do meu trabalho em um dia e, no outro, estava com meu canal no Youtube falando sobre moda.”

Hoje ela é stylist, produtora de moda, consultora de estilo, mentora de marcas de moda no mercado digital, criadora de conteúdo e professora do curso de digital influencer.

Descendo pro play
“O primeiro passo para me tornar digital influencer foi ignorar que existiriam amigos nas minhas redes, porque quando você começa são essas pessoas que te olham e te chamam de blogueirinha em tom pejorativo”, esclarece Guid para quem quer começar a investir em uma carreira na web.

O segundo passo foi achar um público (ela optou por pessoas que não entendem de moda) e ver qual maneira de se comunicar funcionaria melhor (a mais simples possível, explicando como usar um cinto, por exemplo). “Sempre que ligo a câmera eu penso em como ajudaria uma amiga que não entende de moda. Foi assim que perdi a vergonha”, revela.

Para entender o que dá certo, Guid monitora tudo que faz, o que envolve ver números brutos, gráficos, algoritmos e entender o quanto está atingindo as pessoas. Quando os números caem, ela sabe que é momento de mudar o tom e o tema que fala.

Quanto a organização, a profissional revela que vive em uma eterna dança das cadeiras. “Ao longo do dia sempre estou em uma cadeira diferente da firma. Às vezes, pela manhã estou sentada na cadeira do administrativo, gerando nota, respondendo e-mail, pagando alguém que trabalhou comigo. Depois sento na cadeira do editor e passo horas cortando vídeos, ajeitando iluminação e assim vou indo.”

E se a casa cair? A Guid não deixa que caia
Guid confessa que frequentemente é questionada sobre ter medo da profissão digital influencer desaparecer. Ela assume que talvez o formato conhecido atualmente suma do mercado, mas as chances de uma pessoa ter influência em cima de outras, isso não morrerá tão cedo.

“Eu não tenho um plano B, porque isso significa que o plano A tem um prazo de validade e eu não vou desistir de seguir como influencer. Uma das partes mais difíceis de abrir algo é ter sua audiência, e isso é o mais valioso que eu tenho hoje. Ter meu público me dá várias possibilidades.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Close