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Intercâmbio Cultural em Brighton, Inglaterra

Intercâmbio Cultural em Brighton, Inglaterra

*Talissa Kojuman

Sempre tive um sonho: morar na Inglaterra e viver como alguém britânico, nem que fosse por um curto período. Depois de ter sonhado e pesquisado muito, comecei a me organizar para realizar um intercâmbio cultural de línguas.

Mas calma, o que é isso? Como funciona? Quanto dinheiro eu preciso ter? Foram as primeiras perguntas que eu também tive.

Um intercâmbio cultural pode ter duração de uma semana a um ano, ou até mais. Ele consiste basicamente em você viver em uma família daquele país e ir a frequentar um curso de idiomas, que no meu caso foi o Inglês. Eu não me lembro exatamente quanto custou o meu programa, mas eu sei que vária muito de país para país, de quanto tempo você ficará e que tipo de acomodação e programa você vai escolher. É algo bem volátil.

Eu fui por meio de uma agência que me ajudou em todo esse processo de decisão para escolher algo que coubesse no valor que eu poderia gastar. Por fim, o meu programa foi um curso de idioma durante o mês de janeiro em Brighton, com acomodação que incluía café da manhã e jantar.

Chegada na Inglaterra

Como meu curso começava em janeiro, eu decidi que queria assar alguns dias em Londres antes e acabei encontrando uma passagem de avião muito barata que saia do Brasil dia 26 de dezembro, ou seja, eu ia passar o ano novo em Londres. Só tinha um medo: eu não falava um bom inglês. Eu fui louca, eu sei.

Talissa Kojuman

Cheguei no aeroporto de Londres Gatwick sozinha no dia 28 de dezembro. Estava muito cheio e eu não sabia como exatamente chegar no hotel que eu tinha reservado. Com um papel na mão dizendo o trem que eu teria que pegar para chegar, eu comecei a chorar desesperadamente porque ninguém falava minha língua e no aeroporto de Gatwick é preciso pegar um trem para cruzar o outo lado e eu não fazia ideia disso (anota a informação aí). Após chorar por quase uma hora eu decidi que iria pegar um taxi. Por minha sorte o rapaz que marcava os taxis era de Portugal e com o português dele me disse o que eu tinha que fazer. Finalmente eu consegui pegar o trem e ir para o hotel!

Foto: Talissa Kojuman

Chegando no hotel eu percebi que eu tinha que falar inglês definitivamente, mesmo que fosse de um jeito errado ou ruim, afinal, eu estava sozinha em Londres e ninguém a não ser eu mesma podia melhorar aquela situação. Fiquei num dormitório misto com 8 camas, o que significa que eu tinha companheiros de quarto e claro, ninguém falava português, mas eu decidi arriscar e tentar conversar com as pessoas. E descobri que muitas pessoas ali estavam na mesma situação que eu – não falavam inglês perfeitamente e estavam ali se arriscando, fazendo amigos de outras nacionalidades, usando tradutor, errando, acertando. E foi assim que eu me virei no meu tempo em Londres.

Chegada em Brighton – Hospedagem

Após alguns dias em Londres, eu peguei um trem saindo da King Cross Station em direção a cidade que na época eu nem desconfiava que seria minha cidade favorita em toda a Europa. Chegando em Brighton peguei um taxi até o endereço que eu tinha e conheci a minha host mom Julie (minha mãe anfitriã, a dona da casa que me acolheu como filha naquele período) e minha nova casa.

Julie tinha em torno de 60 anos e era uma senhora britânica muito legal. Ela me contava como amava os netos dela e me tratou como se eu fosse um deles. Foi muito bom porque ela me ajudava com inglês, além de sempre preparar comidas britânicas como o famoso baked beans (um feijão com molho de tomate).

Talissa Kojuman

Na Inglaterra as construções são antigas, por isso os elevadores não são muito comuns e as casas são bem preparadas para o frio, ou seja, tem carpe e aquecedores para todo lado. E existem também várias portas anti-incêndio nos corredores, por esse mesmo motivo. Foi muito simples me adaptar a temperatura e a essa maneira de viver tirando o casaco pra entrar nos lugares e colocando pra sair.

Escola de Inglês

No meu primeiro dia de aula fiz um teste de nivelamento, para saber até onde ia meu inglês e que aparentemente me diria em que sala eu ficaria. Eu fiz o teste e cai em pré-intermediário. Nas aulas os professores te proíbem de falar sua própria língua, mesmo e principalmente se tem alguém do seu país na sua sala.

Após dois dias, minha professora disse que eu estava na sala errada e que eu teria que mudar para o final do nível intermediário, ou seja, quase up intermediário. Isso porque meu desenvolvimento nas aulas era muito superior ao dos meus colegas e eles realmente se preocupam se você está ou não no lugar certo, para que você realmente aprenda algo.

A escola tinha um orientador de atividades e no primeiro dia teve um walking tour pela cidade. Todos os dias a escola oferece coisas para que você faça a tarde ou a noite. Algumas atividades são pagas e outras não. Também foram organizadas viagens à Londres e à Oxford. A escola até mesmo te leva a bares (se você é maior de idade, claro).

A experiência foi incrível não só porque eu aprendi inglês, mas eu também tive a oportunidade de conviver com pessoas não só inglesas como de várias outras culturas, pois como disse anteriormente, a escola conta com pessoas de todos os lugares do mundo. Então a questão de troca cultural vai muito além do país que você está. Ah e claro que fiz amigos que guardarei para a vida toda.

Foto: Talissa Kojuman


Nota do VP: A Tali ainda está viajando pelo o mundo e em breve volta aqui no VP para contar mais experiências. Quer dar uma olhadinha mais de perto por onde ela anda? Segue o Instagram dela: @talissakt.
Se quiser, pode pedir para ela contar no próximo texto sobre algum país especifico que você viu nas fotos!

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