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Johnny Hooker: de coração aberto para ritmos brasileiros

Johnny Hooker: de coração aberto para ritmos brasileiros

Prestes a completar 30 anos no próximo dia 06 de agosto, o cantor e compositor recifense Johnny Hooker lançou seu segundo disco, intitulado “Coração” em todas as plataformas digitais na noite de domingo (23).

O Cd, com 11 faixas, é carregado de um discurso de aceitação, superação e muita referência à cultura LGBT. Esses motivos por si só explicam como Johnny Hooker é um cantor/compositor essencial para a representatividade do grupo LGBTQ brasileiro.

A capa é uma colaboração entre o fotógrafo Diego Ciarlariello, a drag queen Alma Negrot (responsável pela maquiagem e arte) e Filipe Catto (que fez a arte final da capa).

Johnny Hooker é um artista assumidamente gay, que não esconde e não se envergonha dos seus antigos relacionamentos. Seu álbum fala sobre amores conquistados ou que não deram certo. Composições que já se tinha conhecimento desde o seu primeiro disco “Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!”, lançado em 2015.

[Faixa a faixa]

Intro marca o começo de tudo, é uma canção a Capella, acompanhada somente do barulho de ondas se quebrando, a letra do prelúdio afirma: Sete vezes eu morri/ Sete vezes eu renasço (…) / E me dano pelo mundo a procurar os olhos do meu amado / Com força, amor e fé / E meu corpo fechado”.

Touro é um grande hino de superação, a letra fala sobre o fim de um relacionamento e a força que é preciso ter quando isso acontece: “Olha eu aqui de novo/ Viver, morrer, renascer, firme e forte feito um touro”. A batida é mais acelerada e bem marcante.

O samba é o ritmo que marca a canção “Eu não sou seu lixo”.Alto astral, essa é uma música que remete ao carnaval e, claro um coração partido “Eu não sou seu lixo / Meu amor, eu lamento. De que adianta ser lindo por fora e horrível por dentro?”.

A primeira parceria o disco é com a cantora paraense Gaby Amarantos, em “Corpo fechado”. A música é uma aposta ao tecnobrega nortista, enquanto a letra fala sobre o famoso amor marginal (aquele que não vale um real).

Página virada, é a primeira música lenta do álbum, que remete ao romantismo e a fossa.

Flutua é a segunda parceria do álbum, e a primeira a ser lançada. O Dueto com com Liniker (de Liniker e os Caramelows) conta a história inspirada em um amor gay, com todos os seus obstáculos. “Ninguém vai poder querer nos dizer como amar”, diz um dos trechos. A música já alcançou a marca de 1 milhão de visualizações no Youtube. A canção é o carro-chefe do disco e assim que lançada foi censurada nas Redes Sociais, devido a foto de divulgação da música ser o dueto se beijando.

A sétima faixa do CD, “Caetano Veloso”, é inteiramente baiana, é um louvor que celebra a vida do cantor Caetano Veloso. A música narra o fato de que Johnny Hooker nunca ter ido a Salvador. Caetano no álbum é uma espécie de “sentimento bom”.

“Crise de carência”, é uma música que se destaca pelo uso de metais, os versos é uma música genuinamente brasileira: “Meu amor, / não vá embora por favor, / Que a vida já me ensinou / que vale mais a resistência”.

O Axé em “Coração de manteiga de garrafa”, acompanhado de um arranjo que evoca a batida do samba-reggae enquanto o cantor faz um jogo de sedução com o seu “pretinho”.

Poeira de estrelas é a faixa que mais destoa da proposta de todo o álbum, é um tributo ao cantor David Bowie, que morreu em 2016.

“Escandalizar”, é um genuíno baile de carnaval que Hooker propôs para encerrar o álbum em ritmo carnavalesco “Escandalizar / Se joga na vida / Vamos, não desanima / Simbora, menina / Até a quarta-feira chegar”.

Ouça na íntegra o álbum “Coração”:

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