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Episódio II: Star Wars, uma nova forma de se ver

Episódio II: Star Wars, uma nova forma de se ver

Como já dito no primeiro texto dessa série que eu resolvi começar, Star Wars é uma saga que atende muitas gerações. Não lembra de ter lido esse texto? Então clica aqui, dá uma lida e depois volta neste texto, eu espero.

Já leu? Gostou? Agora eu vou te apresentar o segundo livro da trilogia que busca apresentar o Universo Star Wars de uma forma diferente. Hoje eu trago para vocês o livro “Star Wars: Então você quer ser um Jedi?”, de Adam Gidwitz.

A trama começa logo após os acontecimentos do livro anterior, com os rebeldes preparando e instalando suas novas bases no planeta Hoth. Após a movimentação o Império descobre a localização exata da Aliança Rebelde e uma batalha entre Walkers, Airspeeders e X-Wings começa, mas logo essa batalha tem fim e a preocupação dos rebeldes é em encontrar outro lugar para que possam discutir os planos para derrotar o Império. É mais ou menos que o personagem principal da história surge, Luke Skywalker. Daqui para frente, você já deve saber como acontece. Se não faz ideia, talvez seja melhor você assistir Star Wars – O Império Contra-Ataca (o episódio cinco da saga) antes de ler qualquer um desses livros, que por mais que sejam maneiras mais simplificadas das histórias, sem ter uma base dos filmes, muito se perde.

Foto: Ana Martins
Foto: Ana Martins

Para mim, o grande problema nesse livro foi a diferença de autores, o choque na maneira de escrever de um para outro. Eu gostei tanto da forma como Alexandra Bracken escreveu “A Princesa, o Cafajeste e o Garoto da Fazenda” que foi até mesmo incomodo pegar esse contraste tão absurdo. Ao contrário de Bracken, o autor investiu em uma escrita em segunda pessoa, e para mim esse tipo de abordagem não é agradável, não gosto de ver histórias – quando essas não são originais do autor – onde eu fico como protagonista, e é exatamente isso que acontece aqui. O autor faz que você assuma o papel de Luke Skywalker, o que pra mim não é tão simples de fazer sem que cause estranheza. Eu já sei a história, já assisti aos filmes, já tenho um imaginário de todos os personagens e situações, e não, eu não consigo ser o Luke.

A ideia é bacana, mas para mim simplesmente não funciona, deixa a história arrastada e acaba enfraquecendo todo o enredo. O segundo livro, como muitos já podem ter percebido, é a história do Império Contra-Ataca. Ele é interessante por oferecer a possibilidade do leitor se colocar no lugar do herói, mas para mim isso dá um ar infantil a toda a obra. Apesar disso, o livro me chamou atenção positivamente por Adam dar, entre um capítulo e outro, pequenas lições para os jovens Padawans – nome dado aos aprendizes de Jedi.

Posso soar um pouco crítica, mas apenas é uma questão de gostar ou não da forma de leitura. Na internet há inúmeras críticas positivas ao segundo livro dessa trilogia. Creio que a escolha do autor em escrever essa história tão querida pelos fãs da saga em segunda pessoa tem uma explicação muito plausível, quem cresceu com Star Wars, quer ser Luke Skywalker. Quem assistiu Star Wars quando criança, pode muito bem ter brincado por muito tempo de ser o jovem Jedi. Esse não foi o meu caso, então talvez seja exatamente por isso que eu não consiga assumir o papel de protagonista nessa história.

Foto: Reprodução/Lucasfilm
Foto: Reprodução/Lucasfilm

Outro ponto bastante positivo na obra são as ilustrações feitas por Joe Johnston e Ralph McQuarrie, que retratam muito bem o que aparece no filme. Mas além dessas informações eu não tenho muito mais o que falar, a história não tem muita novidade – como tinha o primeiro livro com os pontos de vista individual dos heróis. Mesmo que um livro em segunda pessoa não seja a sua primeira opção, vale a pena a experiência.

A escolha foi arriscada, mas o livro, de maneira geral, é bom. Atende a proposta de apresentar a história. A Lucasfilm deu total liberdade para que todos os três autores convidados reconstruíssem a trilogia, escrevendo versões diferentes da clássica, sendo assim é bastante provável que o próximo livro conte as histórias de Luke, Han Solo e Princesa Leia de uma maneira totalmente divergente do que já foi apresentado.

Caso você tenha lido esse texto sem ver o filme, eu vou deixar logo aqui abaixo o trailer de “Star Wars: O Império Contra-Ataca”, de 1980. Lembre-se que pelo ano, os efeitos e a edição já se justificam. Em breve, eu volto com uma resenha do livro que fecha o ciclo da trilogia clássica de Star Wars. Até lá e que a força esteja com você.

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