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Lembrar para não esquecer: 6 marcas que exploravam seus trabalhadores

Lembrar para não esquecer: 6 marcas que exploravam seus trabalhadores

No início desta semana, a casa da Loja Três caiu. Uma reportagem narrou todos os casos de racismo, gordofobia e assédio moral que a marca praticava com seus trabalhadores. Conhecida por pregar a diversidade ao vender suas roupas, a Loja Três virou assunto nas redes sociais e foi imediatamente boicotada pelos internautas.

Vira e mexe a indústria da moda relata histórias de constrangimento de funcionários, preconceito e abusos de poder. Separamos aqui seis casos semelhantes, para lembrar a você, leitor, o que não se deve esquecer.

Zara: trabalho escravo, trabalho infantil e cerceamento de liberdade
Falar que a Zara tem mão de obra escrava choca um total de 0 pessoas hoje em dia. Mas não deveria. Flagrada três vezes com essa prática, isso não a impediu de ser eleita uma das marcas mais valiosas da Espanha e, seu dono, Amancio Ortega, já chegou a desbancar Bill Gates no topo da lista de mais ricos do mundo.

Fashion Revolution: movimento orienta consumidores a questionarem as marcas sobre quem faz suas roupas, pedindo transparência na indústria.

Operações já encontraram adolescentes de 14 anos trabalhando para marca em oficinas na Zona Norte de São Paulo, outros 52 trabalhadores em jornadas de 16h diárias e relatos dos empregados revelando que só conseguiam sair da fábrica com a autorização do dono, que concedia a saída apenas em casos que considerava urgentes. Os salários destas pessoas, pago pela marca de um dos homens mais ricos do mundo, variavam de R$ 274,00 a R$ 460,00.

Animale e A.Brand: trabalho escravo, exploração e tráfico de pessoas
O grupo Soma costumava pagar R$ 5,00 para imigrantes bolivianos costurarem peças que eram vendidas a R$ 698,00 nas lojas de suas marcas Animale e A.Brand. Quando os auditores flagraram as cenas, encontraram trabalhadores que moravam nas oficinas, tinham jornada de 12h por dia e dividiam espaço com baratas, instalações elétricas de risco e sem janelas que permitissem a ventilação no local.

Os dez trabalhadores encontrados eram bolivianos e foram recrutados em situação de extrema vulnerabilidade, o que foi considerado tráfico de pessoas.

Le Lis Blanc e Bo-Bô: trabalho escravo e infantil
O Ministério do Trabalho já flagrou 28 trabalhadores bolivianos em situação análoga à escravidão em oficinas do grupo Restoque, dona da Le Lis Blanc e Bo-Bô. Entre os trabalhadores encontrados, uma adolescente de 16 anos.

Todos os bolivianos que produziam as roupas das marcas não tinham documentos brasileiros e não estavam registrados na carteira de trabalho.

Hope: revista íntima de funcionárias
Em 2014 veio à tona que a fábrica de roupas íntimas da Hope, localizada no Nordeste, revistava suas trabalhadoras, obrigando que elas levantassem a blusa e tirassem suas calças para verificar quais roupas íntimas elas estavam usando – e ter certeza que não estavam roubando as peças que produziam para marca de lingeries.

A Hope se defendeu dizendo que a revista estava prevista em instrumento de trabalho, mas a 1ª Vara do Trabalho de Maracanaú (CE) a condenou a pagar indenização de R$ 27.283,20 para funcionária que fez a denúncia (o valor equivale a vinte vezes o salário da funcionária).

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