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Minhas experiências como caloura de jornalismo

Minhas experiências como caloura de jornalismo

Quando sentei pela primeira vez na minha carteira para cursar Jornalismo na Universidade Positivo, ouvi os professores se apresentando e pude ter a certeza de que estava onde queria estar. Como caloura, não foi fácil me habituar a um ritmo de estudo novo e mais avançado, mas a Universidade tem professores incríveis que te acolhem e não deixam você se afogar (como a professora Katia Brembatti, da aula de Redação 1, sempre nos diz).

A faculdade

A visita guiada pelos veteranos e professores do curso é o primeiro contato que temos com o que é jornalismo. Conheci assim os estúdios de rádio, TV e fotografia, nos quais vou passar boa parte da graduação. Cada estúdio é completo e tem suas peculiaridades. O de rádio tem uma mesa enorme de edição que controla os áudios de quem fala nos microfones dentro de uma sala com o som isolado. O de TV tem todos os tipos de microfone: de mão, de lapela, o boom e tem três câmeras direcionadas à você para te filmar de todos os ângulos quando se está gravando uma apresentação de programa. Lá também tem o Chroma Key, aquele famoso fundo verde que permite que mudemos o fundo depois, na edição. Já o de fotografia, além de diversas câmeras profissionais, conta com dois estúdios para fotografar em fundo branco e uma sala para revelação das fotos.

Também participamos logo nos primeiros dias de um programa de TV no laboratório, para saber um pouco da personalidade de cada professor e foi muito divertido!

As aulas e prêmios

Enfim, começaram as aulas. Sempre me apaixonava mais e mais sem sequer saber que isso era possível. São tantos momentos em um ano que não consigo lembrar para digitar, mas o primeiro a gente nunca esquece: foi participar da premiação do Sangue Novo. Ver os veteranos recebendo prêmios pelo reconhecimento de seus trabalhos foi muito gratificante para mim também. Passei a me imaginar no lugar deles. Queria sentir a mesma emoção sem me importar com a colocação que eu ficaria.

Quando vi os veteranos recebendo seus prêmios no Sangue Novo em março, nem imaginava que passaria pelo mesmo em dezembro do mesmo ano. No segundo semestre, na disciplina de design, o professor Hendryo André passou uma atividade: deveríamos fazer uma revista; juntando outras duas matérias, a de redação, orientada pela professora Katia Brembatti e fotojornalismo, da professora e coordenadora do curso Zaclis Veiga. Esse trabalho levou o meu grupo a ganhar o primeiro lugar do Prêmio Em Pauta, concorrendo com os demais produtos do primeiro ano, tanto da manhã quanto da noite.

Registro da comemoração em receber o primeiro lugar no Em Pauta
Registro da comemoração em receber o primeiro lugar no Em Pauta

Coberturas e eventos paralelos

Entre as emoções do ano também rolou a Mostra de Profissões. Foi muita correria, mas ver tanta procura pelo curso de jornalismo compensa tudo. O trabalho começou às 8h e fui para casa às 21h. Durante o dia conheci muitas pessoas, falei para elas sobre o curso, vi show com a banda da Universidade e teve apresentação de stand up. É cansativo, mas divertido.

Outro evento que envolveu todas as energias foi o Intercom Nacional um dos eventos mais importantes de comunicação que reuniu pessoas de todas as regiões do Brasil na nossa universidade para apresentarem suas pesquisas e trabalhos. A correria aqui foi em dobro, tivemos a semana inteira de atividade ricas em conhecimento. Fiz amizade com três Baianos que ganharam um prêmio e também conversei com pessoas do Pará, Acre, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, entre outros estados.

Mostra de Profissões 2017. Foto: Michel Chicanoski.
Intercom 2017. Foto: Michel Chicanoski

Cobrir esse evento significou colocar em prática tudo que aprendemos durante o ano e me levou a uma nova experiência, mas dessa vez fora da faculdade. Foi o meu primeiro trabalho como jornalista. Desde pequena sempre aprendi a me dedicar em tudo que faço, nunca descobri o meu dom para algo, mas sempre lutei para alcançar qualquer objetivo. Tive meu primeiro reconhecimento, que veio com uma indicação do professor Felipe Harmata. Ele precisava de quatro pessoas para cobrir a Taça Paraná de Voleibol (maior evento de Vôlei da América Latina). Uma grande responsabilidade, mas eu sabia que se o professor me recomendou é porque via que eu era capaz. Então eu fui.

Foto tirada por Michel Chicanoski, cobrindo a Taça Paraná de Volei

Além de tudo isso, eu pude conhecer pessoas relevantes que atuam no campo do jornalismo e também fora dele, como Michelly Correa (apresentadora e editora do programa de TV PLUG), Jasson Goulart (repórter da RPC), Ana Vilela (cantora), Dony de Nuccio e Sandra Annenberg (âncoras do Jornal Hoje), Mari Palma (jornalista do G1 em um minuto), Monique Evelle e Erik Von (repórteres do Profissão Repórter), Bernardo Rocha (conhecido como Bernardinho, técnico da Seleção Brasileira de Vôlei) e Sandro Moser (jornalista cultural da Gazeta do Povo).

Registro da nossa visita em São Paulo na Globo. Esta é a grande família da UP

Espero que tenha conseguido mostrar um pouco das minhas aventuras como caloura e também incentivado a prosseguir na escolha dessa carreira sensacional. Foi a minha melhor decisão e sou apaixonada por todos os dias que passei esse ano na faculdade, com pessoas espetaculares. Tenho mais três anos pela frente e quero aproveitar tanto quanto o meu primeiro ano, que nunca vou esquecer.

Meu primeiro ano de faculdade foi muito mais do que eu esperava. Incrível e imprevisível. Surgiram várias oportunidades e foram muitos os momentos inesquecíveis.

PS: não vou contar sobre atividades passadas pelos professores para não estragar a surpresa de quem está chegando!

1 comment

  1. Parabéns. Excelente visualização do curso e das experiências

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