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O rock excêntrico da Jennifer Rostock

O rock excêntrico da Jennifer Rostock

O cenário musical do rock psicodélico, heavy metal e punk alemão sempre marcou fortes influências, a começar pela mundialmente conhecida banda Rammstein e, mais tarde, pela jovem Tokio Hotel. A representação ao longo dos anos desses gêneros mais tarde vieram marcar um panorama sólido da música alemã. A convite de Victória Pagnozzi e Guilherme Dea, sou a responsável pelo Passaporte Musical esta semana.

Fundada no ano de 2007, a banda alemã Jennifer Rostock mescla uma mistura de gêneros como rock alternativo, electro rock e punk. Seus integrantes envolvem Johannes Walter no teclado, Alex Voight na guitarra, Christoph Deckert no baixo, Christopher Kohl na bateria e Jennifer Weist no vocal. Descobri a banda em 2009 por meio de um amigo, no ano de lançamento do filme Lua Nova, pois a música Es Tut Wieder Weh fazia parte da trilha sonora do filme e, mesmo que eu não acompanhasse a saga, resolvi ir além e buscar conhecer melhor, especialmente por meu interesse pelo alemão e sua proximidade com o inglês.

Ganharam repercussão na Alemanha por sua participação no Bundesvision Song Contest em 2008, com o single Kopf oder Zahl. Após tocarem muitas vezes em clubes na cidade de Berlin e abrir shows para bandas britânicas, a Jennifer Rostock lançou seu primeiro álbum com a já conhecida Kopf oder Zahl e Tier in dir. Atualmente, possuem quatro álbuns de estúdio: Ins offene Messer, Der Film, Mit Haut und Haar e Schlaflos, lançados respectivamente nos anos de 2008, 2009, 2011 e 2014.

A voz sólida de Weist marca o som pesado em diversas músicas justamente por sua extensão vocal soar ao contrário da guitarra e da bateria, isso ao mesmo tempo que casa, de forma impressionante, o simbolismo por trás da melancolia de outras. Algo como o início da banda Evanescence, por assim dizer. As composições alemãs excêntricas do grupo são escritas por Weist e Walter-Müller, que além de compor, arranja as canções.

Porém, foi somente em 2011 que alcançaram fama mundial com o CD Mit Haut und Haar, marcado por canções como Es war nicht alles schlecht, Mein Mikrofon e Ich kann nicht mehr. A sonoridade da banda é realmente diversa, é possível perceber isso ao longo das gravações de Ein Schmerz und eine Kehle até Ich kann nicht mehr, por exemplo. Mesmo que a Jennifer Rostock marque quase dez anos, seus quatro trabalhos ainda passam por um processo de evolução, isso implica que o material acaba se tornando “recente” em alguns aspectos. O grupo, com seu integrantes incomuns e um som firme e robusto, prova que o rock alternativo ainda é muito decretado na Europa e o desenvolvimento da banda é incrível, algo que realmente vale acompanhar. A Jennifer Rostock vai lançou seu mais novo álbum Genau in diesem Ton no dia 9 de setembro.

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