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Paula Pimenta: princesa com cara e jeitinho brasileiro

Paula Pimenta: princesa com cara e jeitinho brasileiro

Cronista, poeta e escritora, ou melhor, “escritora de livros cor de rosa!”. É assim que Paula Pimenta, nascida em Belo Horizonte, se apresenta. Cor de rosa, explica, porque seus livros “são de romance, que sempre tem um final feliz e que fazem as pessoas sonhar.”.

A autora carrega em seu currículo duas séries publicadas pela Editora Gutenberg, “Fazendo meu Filme” (2008 – 2012) com 4 volumes e o spin-off “Minha Vida Fora de Série”, que até agora já tem três temporadas (2011 – 2013). Além de dois livros com crônicas, três HQ’s e um com poemas autorais. Fã número um das histórias de princesa, Paula criou uma nova série: “Princesas” (Galera Record, 2014 – 2016), os livros, são releituras modernas dos contos de fadas.

Nesse terceiro volume da série, “Princesa das Águas” narra a história de Arielle Botrel, uma nadadora famosa, que está prestes a viver o maior desafio de sua existência: participar das Olimpíadas pela primeira vez. Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja. Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com um cotidiano diferente, em que possa ser livre.


Durante o lançamento do livro em Curitiba, eu conversei um pouco com a escritora. Dá uma espiada na entrevista:

VP42: UMA DE SUAS GRANDES INSPIRAÇÕES É A ESCRITORA MEG CABOT, COMO ELA TE INSPIRA?
PP: Bom, foi lendo “O Diário da Princesa” que eu vi que os meus diários de adolescente também tinham muita história para contar. Então, com certeza, ela me inspirou a começar [a escrever] também. E quando a gente lê muito de certo autor, a gente acaba pegando o jeito dele. No começo, o meu estilo era até parecido com o dela, depois ele foi desenvolvendo, mas com certeza ela é minha maior influência.

VP42: E TEM ALGUM ESCRITOR (A) BRASILEIRO (A) QUE TE INSPIRA?
PP: Martha Medeiros, com certeza! Para as minhas crônicas ela é minha maior inspiração. Foi lendo as crônicas dela que eu também tive vontade de começar a escrever crônicas.

VP42: SEUS LIVROS SÃO PARA UM PÚBLICO ADOLESCENTE, VOCÊ PENSA EM ESCREVER PARA O PÚBLICO ADULTO? TEM PREVISÃO DE LANÇAMENTO DE LIVROS PARA UM NOVO PÚBLICO?
PP: Sim, eu tenho. As minhas leitoras e meus leitores estão crescendo, quem tinha quinze anos quando eu lancei “Fazendo meu Filme 1” (2008), hoje já tem 23. E eles me cobram isso, para ir acompanhando. Eu tenho até histórias começadas, mas é que eu tô muito sem tempo. Eu tenho séries em andamento. Vou escrever com protagonistas mais adultos, mas ainda não sei quando. Pela falta de tempo!

VP42: NESSE SEU NOVO LIVRO, A PROTAGONISTA TEM ALGUMA COISA DE VOCÊ?
PP: Ah, eu acho que ela vai atrás do que quer sabe? E isso é uma coisa que eu tenho também, principalmente, isso.

VP42: E DOS OUTROS LIVROS, OS PERSONAGENS CARREGAM ALGO DA SUA PERSONALIDADE?
PP: A Priscila de “Minha Vida Fora de Série”, ela é apaixonada por animais, isso com certeza é uma paixão minha que eu dei para ela. Eu também tenho um mini zoológico em casa. A Fani é toda sonhadora, introspectiva, gosta de ficar em casa, eu tenho um pouco disso também. A Cintia, o Léo e o Rodrigo adoram música que é uma coisa muito minha [antes de começar a escrever, Paula Pimenta já foi professora de música] e a Áurea é tipo a Fani, muito sonhadora e romântica. Todos os meus personagens tem um pouquinho de mim.

VP42: COMO É SEU PROCESSO DE ESCRITA?
PP: Bom, eu tiro alguns meses para escrever o livro mesmo, eu fecho a agenda e fico só escrevendo. Isso leva, mais ou menos, três meses. O dia inteiro escrevendo, acordo na manhã seguinte, já reviso o que eu escrevi no dia anterior e parto para frente e é assim (risos).

VP42: VOCÊ LÊ ALGUM LIVRO ENQUANTO ESCREVE, OU ACHA QUE PODE ATRAPALHAR A ESCRITA?
PP: Não, não é que atrapalha, porque geralmente escrevo tanto que fico até cansada, não consigo nem ler. Mas geralmente quando eu estou em processo de escrita nem leio, não consigo.

VP42: QUAL É A SENSAÇÃO DE VER SEUS LIVROS PUBLICADOS AQUI NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES, O QUE VOCÊ SENTE QUANDO VÊ ELES NAS LIVRARIAS?
PP: É muito bom, logo que eu lancei o primeiro “Fazendo meu Filme”, eu não acreditei, era engraçado, eu pegava ele lá atrás e punha em lugar de destaque (risos). Agora, nem preciso mais fazer isso, mas até hoje é muito emocionante quando eu vejo um livro novo na vitrine. E, em outros países, nem se fala! Agora, tô recebendo e-mails de leitores internacionais. É muito bom saber que eu estou levando um pouco do Brasil para o mundo.

VP42: COMO É O APOIO DOS SEUS FÃS PARA TE VER? UMA MÃE DE PONTA GROSSA (PR) VEIO TRAZER A FILHA SÓ PARA PEGAR O AUTÓGRAFO!
PP: É muito gratificante! Tem cada coisa que eles fazem que eu nem acredito. Chegam 5 horas da manhã para pegar a senha, às vezes nem parece que é comigo. Eu não sabia que eles faziam para escritores. Popstar, sim, é uma coisa que as pessoas fazem loucuras. Mas é bom saber que isso tudo é em nome da leitura.

VP42: E O APOIO DA SUA FAMÍLIA DESDE QUANDO VOCÊ COMEÇOU ATÉ AGORA, MUDOU ALGUMA COISA? E SEU MARIDO?
PP: Não, é a mesma coisa, sempre me deram muito apoio. Meu pai bancou meu primeiro livro, “Confissão”, que depois foi relançado, mas a primeira edição foi ele que pagou para publicar. Minha mãe é a primeira que lê os meus livros até hoje, meu irmão viaja comigo, é muito apoio. Meu esposo adora! Eu leio para ele todos os livros em voz alta, ele tem a maior paciência do mundo (risos), dá dicas, sugestões e viaja comigo sempre que pode!

VP42: SEUS LIVROS SÃO CHICK-LIT, QUAL É A SUA OPINIÃO DESSE ESTEREÓTIPO DE QUE O CHICK-LIT É UM LIVRO (SÓ) PARA O PÚBLICO FEMININO?
PP: Eu acho bobeira, porque é só um livro com a protagonista feminina. Mas eu falo: as mulheres leem livros com protagonistas homens e não tem nenhum problema quanto a isso. É um preconceito que os homens carregam, acham que é coisa de “mulherzinha”. Isso está caindo, daqui a pouco isso vai parar.

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