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Uma viagem inesquecível

Uma viagem inesquecível

Morávamos em Curitiba. Dois dos irmãos de minha mãe estavam morando no Pará. Um em Belém e o outro em Xinguara. Xinguara? Essa cidade existe? Existe, sim Senhor.
Era julho de 1986. Férias escolares. Meu pai era professor. Minha mãe dona de casa. Sempre viajamos. Muito. Adoramos viajar.
Partimos. De carro. De Curitiba a Belém, do Pará. Meus pais com três filhos em um opala (essa informação é importante mais tarde) e meus tios com dois filhos em um monza. O primeiro dia foi tranquilo. Saímos em torno das 14 horas rumo à São Paulo. Conseguimos chegar quase na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
No segundo dia, ainda super animados, quase chegamos na divisa entre Goiás e Tocantins.
No terceiro dia, já meio cansados de viajar, mas ainda animados para encontrar os primos, chegamos até a metade do Estado de Tocantins, quando quebrou uma peça do motor do opala, em torno do meio dia. Tudo bem. Paramos aqui nessa cidadezinha (que não lembro o nome) e compramos uma peça na oficina. Quem disse que tem a peça?
Depois de andar por mais de meia hora de carro (meu tio) e mais uma hora de balsa, encontraram a peça, ela foi trocada e continuamos a viagem. Isso, depois das seis da tarde. Bem, fomos procurar um hotel. Hotel? Não tem. Motel? Não pode. Muita criança. O negócio foi dormir no carro mesmo. E onde vamos tomar banho? Banho?
Na manhã seguinte, há 100 km de Belém, a peça nova não aguenta. Quebrou. Como assim? Ela é nova! Felizmente a família nos proveu de cartas de recomendação para uma emergência e pudemos guardar o carro. Mas, e aí? Como vamos até Belém?
E por que não em 9 pessoas no Monza? Com as nossas roupas? Afinal, era 1986. Ainda se pensava que não havia perigo nas estradas …

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